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 RESAR #10 – O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa | Pastor Claybom
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RESAR #10 – O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa

Olá!
Sejam bem-vindos ao RESAR – Relação Entre Schias, Arte e Religião, a coluna que traz obras de arte e as analisa sob uma ótica cristã.
Você pode participar dando ideias nos comentários!

RESAR se aproxima do final da “primeira temporada” e, pra isso, decidi analisar um pouco da obra de C.S.Lewis, As Crônicas de Nárnia. Como sou um pouco ignorante quanto aos livros, já que não os li, chamei uma “Lewisóloga”: Laila Flower! Valeu, Laila!

Vamos então analisar os que já viraram filme.

O primeiro livro, O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa, foi escrito primeiramente para a afilhada de Lewis, Lucy Barfield. Lewis deu a ela o manuscrito original com uma bela dedicatória. Aos 30 anos, Barfield foi diagnosticada com esclerose múltipla, doença que combateu por quase 40 anos.

Na história, os irmãos Pevensie (Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia – no original Peter, Susan, Edmund e Lucy) são enviados para a casa de um parente distante, chamado somente de Professor, onde não podem fazer nada, mas era a oportunidade de fugir da guerra que assolava Londres. Na casa do Professor, Lúcia acha um guarda-roupa que lhe dá acesso a um mundo chamado Nárnia, onde ela conhece um fauno, o Sr. Tumnus. Edmundo também entra, e conhece a Feiticeira Branca, a regente do local frio.

Quando os outros irmãos conhecem Nárnia, descobrem uma profecia de que quatro humanos liderariam Nárnia a uma época de glória com Aslan, um imponente leão que é o líder espiritual, contra a Feiticeira Branca. Em seus exércitos, os Pevensies contam com minotauros, esquilos e assim vai.

MAS E A RELIGIÃO?

Rapaz, senta que lá vem história.

C. S. Lewis colocou todos os pontos do cristianismo na história. Sério. TODOS. Pra começar, os Pevensies não são chamados de humanos, ou homens e mulheres, mas sim “Filhos de Adão” e “Filhas de Eva”.

Aslan é Jesus Cristo. Simples assim. Na história ele até deixa ser morto para que a Feiticeira Branca não ataque os Pevensies, e depois volta bem e vivinho.

Os Penvesies, por sua vez, representam as pessoas escolhidas por Deus para trabalhar pelo Reino dos Ceus com seus dons. Se eles encontram logo o caminho de Deus, o fauno é aquele que representa o arrependimento, já que ele trabalha para a Feiticeira e percebe seu erro.

Já a Feiticeira é tudo que é maligno, representado pelas tentações. Edmundo é convencido por ela quando ganha doces e chocolate quente, coisas muito agradáveis para alguém da idade dele.

Se os Pevensies são os únicos humanos, é porque os outros são os que chamamos de “animais”, embora muitas vezes os animais somos nós. E os animais servem pra lembrar que não somos os únicos filhos de Deus, e isso é reforçado pelos humanos serem chamados de filhos de Eva e Adão, mas nunca “filhos de Deus”, porque Aslan, quer dizer, Jesus ama a todos.

Uma coisa que eu questionei Laila é sobre a presença do Papai Noel, e ela me lembrou que estamos falando de uma história escrita para uma criança, e que personagem melhor? E, para lutar pelo Reino, precisamos de armas e armaduras, sejam metafóricas ou físicas.

Então, qual a mensagem de O Leão, A Feiticeira E O Guarda-Roupa?

“Pra mim é muito sobre lutar pra descobrir e desenvolver seu dom a serviço do Pai. Pra mim é sobre o chamado, que Ele voltará, que o Reino de Deus é formado aqui. A pregação é “o Reino de Deus chegou” e Ele faz através dos seus servos.”

Eu não poderia ter dito melhor.



Publicado por Vinícius Schiavini, Vinícius Schiavini é podcaster, blogueiro, professor, consultor, empresário, Ministro e mais 684 profissões.



Um Comentário para “RESAR #10 – O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa”

  1. RJP disse:

    Vale lembrar q Lewis e Tolkien fizeram uma aposta, e dela saíram a Trilogia Espacial (Longe do Planeta Silencioso, Perelandra e Aquela Força Misteriosa) pelo lado do “Jack”, e pelo lado do Tolkien… O Senhor dos Anéis.

    Aliás, Tolkien, então gde amigo de Lewis, ficou 1/2 chateado c/ o amigo, dizendo q ele o tinha copiado por conta de Nárnia. Só q Lewis usou TODOS os elementos cristãos possíveis, e Tolkien disse q ele teria q ser discreto… Tem é discussão. Mas eu sou fã dos 2.

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