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 RESAR #3 – Avatar | Pastor Claybom
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RESAR #3 – Avatar

Olá!
Sejam bem-vindos ao RESAR – Relação Entre Schias, Arte e Religião, a coluna que traz obras de arte e as analisa sob uma ótica cristã.
Você pode participar dando ideias nos comentários!

– Vinícius…
– Oi, Padawan.
– Esta imagem é do Avatar.
– Sim.
– E Avatar não é um filme sobre religião. Digo, tem religião, mas é sobre proteger a natureza.
– Será?

Ok, lancei a interrogação. Hora das exclamações. Avatar é, até o final de 2010, o filme mais lucrativo da história. O segundo lugar é Titanic. Ambos são de James Cameron. Mas, enquanto Titanic levou alguns anos para sair como Cameron queria, Avatar levou mais de uma década. Por que?

Porque Avatar é a obra de uma vida.

Inaugurando uma tecnologia incrível de projeção 3D, Avatar conta uma história que muitos compararam a Pocahontas: expedicionários da Terra chegaram a um planeta distante, Pandora, para obter um minério preciosíssimo. Mas eles enfrentam a resistência dos Na´Vi, uma raça superir fisicamente, mas que é ligada à natureza e não à tecnologia. Jake Sully, oficial da marinha, conhece os Na´Vi usando um Avatar, um corpo artificial de Na´Vi, e se envolve com uma nativa e com a cultura deles, que cultura a própria natureza como uma entidade divina. Claro que tudo isso gera um conflito.

MAS E A NATUREZA?
É citada o tempo todo em Avatar. “A mãe natureza” isso e aquilo. Literalmente, a Natureza é a Religião deles.

MAS E A RELIGIÃO?
A Religião no filme não é a Natureza.
Ficou confuso?
Vou resumir: na história, natureza é religião. Mas a religião da História não é a natureza.

Claro que, se fizermos estudos históricos e/ou antropológicos, veremos uma relação intrínseca entre natureza e religião. Até hoje existem sociedades que cultuam a chuva ou o Sol. Domingo em inglês, Sunday, literalmente quer dizer “dia do Sol”. A mitologia grega tem o deus com trovões (Zeus), e os egípcios tinham Ra como Deus do Sol.

Mas Cristianismo e Judaísmo creem em um só Deus, e este filme é uma alegoria desta crença.

Os Na´Vis são os judeus perseguidos no Egito (Terra de Ra que valorizava um minério, o ouro). São os cristãos perseguidos pelo Império Romano (de uma mitologia similar à grega). Somos nós, diante de um mundo moderno movido pelo imediatismo, pela urgência do TER, e não se importando com o SER.
Notem como os humanos querem TER as riquezas, enquanto os Na´Vis defendem que você não possui nada, mas deve SER ligado a tudo que é vivo.
Sempre buscando somente sua existência, os Na´Vis até pré-julgam Jake, por terem medo e experiência dos ataques externos.

Então eles se unem para o embate final. Várias tribos, unidas. Elas representam aí, sob o ponto de vista judaico, as doze tribos de Israel (Terra Santa, lembra?) e, sob a vista cristã, a união de suas divisões. Sou corajoso em dizer que é a união entre católico e protestantes, que adoram o mesmo Deus com “protocolos” diferentes.

Com tantos problemas ligados ao já dito imediatismo, ao pré-julgamento, à corrupção de valores, por que não podemos nos juntar, nos aliar, usando a força que Deus nos dá diariamente? Se Católicos e Protestantes possuem diferenças, a semelhança, que é Deus, deve superar tudo isso.

Mas se você quiser continuar achando que Avatar é só sobre natureza, tudo bem…



Publicado por Vinícius Schiavini, Vinícius Schiavini é podcaster, blogueiro, professor, consultor, empresário, Ministro e mais 684 profissões.



2 Comentários para “RESAR #3 – Avatar”

  1. RJP disse:

    Salve Vinícius! Gostei dos “protocolos” diferentes, em relação a católicos e protestantes. Eu sempre adotei a seguinte postura qto a católicos (como vc sabe, sou protestante): Se crê em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador e Senhor, é meu irmão e pronto. Sempre vi a Igreja Católica + como se fosse uma “denominação cristã” do q outra coisa. Mas isso a gente pode fofocar pessoalmente, em janeiro.

    Muito boas as suas abordagens na coluna RESAR. Confesso q n vi tanta coisa assim em Avatar, mas gostei do q li. Dá p/ fazer várias alegorias.

    []ão!

    Ricardo.

  2. RJP disse:

    Salve Vinícius! Gostei dos “protocolos” diferentes, em relação a católicos e protestantes. Eu sempre adotei a seguinte postura qto a católicos (como vc sabe, sou protestante): Se crê em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador e Senhor, é meu irmão e pronto. Sempre vi a Igreja Católica + como se fosse uma “denominação cristã” do q outra coisa. Mas isso a gente pode fofocar pessoalmente, em janeiro.

    Muito boas as suas abordagens na coluna RESAR. Confesso q n vi tanta coisa assim em Avatar, mas gostei do q li. Dá p/ fazer várias alegorias.

    []ão!

    Ricardo.

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